Mercado eleva projeção de inflação para 2025 e vê risco maior de descumprimento da meta
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Foto: Agência Brasil
O mercado financeiro voltou a aumentar a projeção da inflação para 2025. Depois de manter a estimativa inalterada na última semana, analistas consultados pelo Banco Central (BC) elevaram a previsão de 5,65% para 5,68%. Os dados constam no Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (10).
O levantamento reflete a percepção de mais de 100 especialistas do setor e é atualizado semanalmente pelo BC. As projeções apontam que a inflação deve continuar acima do teto da meta estabelecida para o próximo ano.
A partir de 2024, o Brasil passou a adotar uma meta de inflação contínua, apurada mês a mês. O índice é considerado descumprido se o IPCA acumulado em 12 meses ficar fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos.
Para 2025, a meta de inflação é 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, pode oscilar entre 1,5% e 4,5%.
O próprio Banco Central já admite dificuldades para conter a inflação dentro desse limite. Em relatório divulgado em dezembro, a autoridade monetária estimou que o risco de descumprimento da meta dobrou, passando de 28% para 50%.
As projeções do mercado para os próximos anos são as seguintes:
- 2025: de 5,65% para 5,68%
- 2026: mantida em 4,40%
- 2027: estável em 4%
- 2028: de 3,79% para 3,75%
Apesar da revisão para cima na estimativa anual, os economistas reduziram a projeção da inflação de fevereiro. A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que será divulgado pelo IBGE na quarta-feira (12), passou de 1,37% para 1,35%.
O mercado manteve inalterada, pela nona semana consecutiva, a previsão para a taxa Selic ao final de 2025, estimada em 15% ao ano. As projeções para os anos seguintes também não sofreram alteração:
- 2026: 12,50% ao ano
- 2027: 10,50% ao ano
- 2028: 10% ao ano
As previsões indicam que a taxa básica de juros permanecerá em patamar elevado até o fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, e possivelmente até o término do mandato de Gabriel Galípolo no comando do BC, em 2028.
Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano. Há ainda expectativa de um novo aumento de 1 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 18 e 19 de março. Se confirmado, os juros podem atingir 14,25% já no início de 2025.
A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 foi mantida em 2,01%, mesma estimativa da semana passada. Para os anos seguintes, as projeções seguem assim:
- 2026: 1,70%
- 2027: 2%
- 2028: 2%
No câmbio, o mercado não alterou suas estimativas:
- 2025: R$ 5,99
- 2026: R$ 6,00
- 2027: R$ 5,90
- 2028: R$ 5,90
O saldo da balança comercial, que mede a diferença entre exportações e importações, continua estimado em US$ 76,80 bilhões de superávit para 2025.
Para os anos seguintes, as previsões são as seguintes:
- 2026: de US$ 79,05 bilhões para US$ 79,40 bilhões
- 2027: US$ 80 bilhões
- 2028: US$ 80 bilhões
Fonte: Hora Brasília
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